Hoje, dia 26 de julho, a Igreja celebra a memória litúrgica de São Joaquim e Sant’Ana, os pais da Virgem Maria. Embora não haja referências diretas a eles na Bíblia, suas histórias e devoção chegaram a nós por meio de textos apócrifos, como o Protoevangelho de Tiago e o Evangelho do pseudo-Mateus, além da tradição cristã.

A História do Casal
Joaquim e Ana se casaram, mas não tiveram filhos durante os primeiros vinte anos de seu casamento. Na cultura judaica da época, a ausência de filhos era vista como um sinal de falta de bênção divina. Em um dos dias em que Joaquim levou suas ofertas ao Templo, ele foi criticado por um homem que questionou seu direito de fazer ofertas devido à sua falta de filhos. Profundamente abalado por essas palavras, Joaquim decidiu retirar-se para o deserto, onde passou quarenta dias e noites em jejum e oração, pedindo a Deus por descendentes. Ana também orou intensamente, suplicando a Deus a graça da maternidade.
O Anúncio
Deus ouviu as preces do casal. Um anjo apareceu separadamente a Joaquim e Ana, anunciando que seriam abençoados com um filho. Quando Maria completou três anos, seus pais a levaram ao Templo para consagrá-la ao serviço de Deus, cumprindo a promessa feita em suas orações. Maria foi criada na casa de seus pais, situada perto da piscina de Betzaeda. No século XII, os Cruzados construíram uma igreja nesse local, que ainda existe e é dedicada a Sant’Ana.
Desenvolvimento do Culto
Inicialmente, a veneração a Sant’Ana começou no Oriente e se espalhou para o Ocidente. Durante muito tempo, Joaquim e Ana foram celebrados em datas separadas. Em 1969, após o Concílio Vaticano II, a Igreja unificou a celebração dos pais de Maria em uma única data, 26 de julho.
Reflexão
A história de São Joaquim e Sant’Ana é um testemunho de perseverança e fé inabalável. Mesmo diante da adversidade, mantiveram a confiança em Deus, e suas orações foram atendidas de forma extraordinária. Eles representam a esperança e a paciência necessárias para esperar pelo tempo de Deus.
O Papa Francisco, durante a Jornada Mundial da Juventude em 2013, ressaltou o valor da família como um lugar privilegiado para a transmissão da fé, destacando que Joaquim e Ana são exemplos dessa tradição que chegou até Maria e, por meio dela, a Jesus.
A celebração de São Joaquim e Sant’Ana lembra a importância dos avós na vida familiar, não apenas como guardiões de histórias e tradições, mas como pilares na formação espiritual de suas famílias. Que esta celebração inspire a valorização da família, da fé e da oração, reconhecendo a contribuição dos avós na transmissão dos valores cristãos.
São Joaquim e Sant’Ana, rogai por nós!
Fonte:
cnbb.org.br
vaticannews