
No segundo domingo da Páscoa, a Igreja celebra o Domingo da Divina Misericórdia, uma festa que nos recorda a essência do coração de Deus: um amor que acolhe, perdoa e nunca se cansa de recomeçar.
Instituída por São João Paulo II, essa celebração nasceu da experiência espiritual de Santa Faustina Kowalska, que foi escolhida para recordar ao mundo que a misericórdia não é apenas um atributo de Deus, mas o centro de toda a sua ação na história.
Ao longo de sua vida, Santa Faustina testemunhou que mesmo nas maiores provações, Deus continua próximo, oferecendo sua graça e convidando cada pessoa à confiança. A imagem de Jesus Misericordioso — com os raios que brotam de seu coração — expressa justamente isso: um amor que se derrama sobre toda a humanidade.
Essa espiritualidade ecoa profundamente no Movimento Apostólico de Schoenstatt. O Pe. José Kentenich sempre ensinou que Deus conduz a vida com sabedoria e amor, transformando até as dificuldades em caminho de crescimento e graça. Confiar, portanto, não é apenas um sentimento — é uma atitude concreta diante da vida.
Também somos convidados a olhar para Maria, nossa Mãe e Rainha, como sinal vivo dessa misericórdia. Ela nos acolhe, educa e nos conduz ao encontro com Cristo, ajudando-nos a viver com esperança mesmo em tempos desafiadores.
Celebrar este domingo no Santuário Tabor da Confiança Vitoriosa no Pai, na Vila Mariana, é renovar uma certeza simples e profunda:
a misericórdia de Deus é maior do que qualquer fraqueza.
E, mais do que recebê-la, somos enviados a vivê-la —
no perdão, na caridade e na confiança vitoriosa de cada dia.